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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eleições presidenciais de 2010 – um olhar tr00


 Saudações aos cinco leitores deste blog que ligam para as eleições de 2010. Como não estava passando nada na TV nesta quinta à noite (só um joguinho entre dois times coloridos em um campeonatinho organizado por um banco espanhol de péssima qualidade), decidi assistir ao primeiro debate presidencial do ano enquanto aquecia meus dedos tocando o riff de Angel of Death à exaustão, um exercício que sempre faço antes de dormir.

Sei que muitos de vocês tr00s de rocha acham que essa meninice de eleição não é algo que valha a perda de preciosos minutos de audição de sua coleção (baixada) de black metal norueguês, mas não se esqueçam que vocês só podem xingar o sistema impunemente por causa das garantias presentes no Estado Democrático de Direito, ou seja, o sistema corrupto que vocês querem derrubar é o mesmo que propicia a organização de minorias que fogem do status quo em busca de uma práxis intentando a criação do gérmen da própria destruição do establishment que a protege. Estranho, não é? É, mas foda-se.

O debate, como esperado, foi uma merda. Os candidatos pop-fracões não quiseram arriscar porque ainda não sabem qual será a linha de conduta preferida do povão. Portanto a chapabranquice foi a tônica destas chatas duas horas que mais pareceram uma apresentação do João Gilberto, em nada lembrando tr00zeras como essas aqui. A grande exceção ficou para um candidato-surpresa escalado no último minuto que realmente representou, o Doutor Plínio de Arruda Sampaio, afiado como a espada de Odin, chato (e velho) como um santista.

Segue abaixo uma análise de cada candidato.

1)    José Serra

Serra é experiente, malandro e safo, como um membro do Hell's Angels num mosh pit. Sabe falar, falar e falar sem dizer absolutamente nada. Sua atuação foi na média. Destaque para sua atitude untr00 de se afastar dos governos passados de seus brothers e sua insistência em “olhar para o futuro”. De modo geral, mostrou confiança e não decepcionou, apesar de ter apostado mais no confronto direto com a Dilma do que em apresentar sua proposta.

Pontos positivos:
+parece o Sr. Burns
+parece o vampiro Nosferatu
+sabe dominar uma platéia
+experiente

Pontos negativos:
-traiu o movimento, véio
-é muito ligado nas questões técnicas, não tem coração
-enrola demais

Se fosse alguém do metal, seria: 
Michael Kiske
 Tem talento e experiência, mas só lembra do passado quando lhe convém.

2)    Dilma Rousseff

A grande decepção da noite. Não mostrou firmeza, passou longe do que a propaganda e os discursos pré-fabricados mostram e confirmou que vive à sombra do Lula. Tem como vantagem a imensa popularidade do atual presidente e um projeto que deu mais ou menos certo para o país. Mas desconfio que, como o Metallica a partir do Load, perdeu a confiança dos fãs.

Pontos positivos:
+estava com o cabelo da Noiva de Frankenstein
+participou de um projeto muito popular
+Lula

Pontos negativos:
-mandou mal ao vivo
-parece perdida como um guitarrista de reggae numa jam thrash
-mostrou-se artificial como os peitos do torcedor que invadiu o jogo Santos x São Paulo
-Lula

Se fosse alguém do metal, seria: 
Kirk Hammet
Até que funciona bem quando junto de seus companheiros, mas quando os holofotes recaem sobre ela sua limitação fica evidente.

3)    Marina Silva

Marina estava indecisa, como o Testament sem Alex Skolnick. Por um lado mostra ter idéias ponderadas, progressistas, por outro adotou um tom white metal demais, tentando conciliar tudo. Muitas vezes não soube disfarçar sua herança petista e ficou limitada às propostas de seu atual partido, o PV, que ainda mantém sua imagem muito ligada às causas ambientais. Não surpreendeu nem decepcionou, muito pelo contrário.

Pontos positivos:
+criada pelas ruas, educada na escola da vida
+diferente de Maluf, é ela que tem a ficha mais limpa do Brasil
+defende as florestas, e florestas são o habitat preferido dos tr00s
+partidária do “bonzinho”

Pontos negativos:
-limitada pela orientação do seu partido
-representa uma terceira via que ainda não se decidiu entre a ruptura ou a continuidade (e ficar indeciso é untr00)
-partidária em excesso do “bonzinho”

Se fosse alguém do metal, seria: 
Adrian Smith
 Parece ser mais do que mostra, mas não consegue fugir da proposta do grupo que faz parte.

4)    Plínio de Arruda Sampaio

O único TR00 presente e a grande estrela da noite. Socialista convicto, encarnou Dave Mustaine e atacou tudo, desde os seus colegas debatedores até a organização do programa, botando apelidos e questionando qualquer coisa. Roubou a condição de surpresa destinada à Marina Silva e conseguiu passar com clareza o seu plano (radical) de governo, tocando em pontos tabu como a distribuição desigual entre lucros e salários e a socialização das perdas. Pena que, às vezes, vai longe demais e o deslumbramento inicial se transforma em chatice.

Pontos positivos:
+TR00 de rocha
+o menino de 15 anos ainda vive dentro dele
+estava lá para incomodar, atitude bem metal
+programa de governo revolucionário, para o bem ou para o mal
+botou a culpa de tudo no sistema

Pontos negativos:
-a tr00zice exagerada abala sua seriedade
-tr00s não costumam votar
-pelo seu plano, todos seriam iguais, e o tr00 deixaria de existir
-seu discurso cansa, como um daqueles solos de guitarra intermináveis

Se fosse alguém do metal, seria: 
Y. J. Malmsteen

Revolucionário, cara-de-pau, nervoso e tr00 na primeira vez que se escuta, mas cai na mesmice muito rápido, tamanha insistência em passar seu recado.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Protesto de um tr00: Fãs de Iron no Orkut

Darei início ao meu mais novo 'quadro', o Protesto de um tr00.

Começa hoje com os fãs (definitivamente untr00s) da comunidade Iron Maiden Brasil do Orkut.

Um fã do Iron Maiden que quer entrar na comunidade.

Por que meu protesto?

Entrei lá, como um bom tr00 admirador de bandas do alto escalão do tr00 metal, e abri um tópico mostrando o quanto Tr00zera Nervosa é um ótimo blog e está sempre a favor da tr00zeragem entre os metalheads do mundo. O que aconteceu? fui xingado (muito mais do que o eminho xinga no twitter) e acharam que eu estava de brincadeira e até desrespeitando eles e o Iron. Meu tópico inocente e cheio de novidades sobre o tr00 metal foi EXCLUÍDO sem dó pelos moderadores após palavras ríspidas e untr00s. Definitivamente faltou MUITA tr00zeragem lá.

Então peço a vocês, tr00s de rocha, que nunca façam parte daquela comunidade untr00 e nada bonzinha.

MAS, até lá ainda há salvação...consegui alguns fãs que foram muito gentis e entenderam a real proprosta deste blog que é tr00 de rocha e fica unindo cada vez mais essa geração tr00 bonzinha.
Obrigado aos tr00 reais que ainda rondam por esta sociedade hipócrita e burra!

Dizem que Dunga, antes de ir para a Copa do Mundo, entrou naquela comunidade:

domingo, 1 de agosto de 2010

Starcraft 2 ou Starcrap 2?

Starcraft, lançado no longínquo e untr00 ano de 1998 (anos 90 federam, véi), é um clássico dos jogos para computadores. Os motivos para todo esse status são bem claros: é um jogo de estratégia desbalanceado para caralho, tem um design de mapas genérico, três tipos de facções chupinhadas de criações consagradas da cultura nerd e uma historinha babaca com momentos épicos para que os nerds não precisem ler livros e ver filmes para ficarem ligados. Daí é só somar a isso gráficos bem desenhadinhos, musiquinhas em crescendo com bastante guitarra e cenas de filme bem feitinhas para games (mas que seriam constrangedoras se estivessem presentes em filmes do Uwe Böll) e temos um sucesso instantâneo.

Mas a cereja do bolo, e responsável por 50% do culto ao game, é seu sistema de jogo falho, que é fácil de aprender (e por isso atrai consumidores), mas privilegia o jogador que decora mais teclas de atalho no teclado e mexe o mouse mais rápido. Ou seja, Starcraft é um jogo de estratégia, repito, ES-TRA-TÉ-GI-A, em que o vencedor em 99% dos casos é o cara que tem os reflexos mais rápidos. Percebem o paradoxo?

Pois bem, depois de 12 anos de jogadas de marketing para manter a franquia viva, incluindo aí até mesmo um jogo cancelado depois de 4 anos do seu anúncio, eis que a gloriosa e muito mercenária Blizzard Entertainment lança a continuação de seu “melhor RTS da história”, Starcraft 2. A espera valeu a pena?

É claro que não!!!!!

Starcraft 2 é a mesma merda de seu antecessor do milênio passado, só que feito de uma forma muito, muito mais sacana. Para começar, tudo que fez de Starcraft 1 um “clássico” se mantém: desbalanceamento, mapas ruins, plágios, estratégia sem estratégia, musiquinhas épicas, historinha constrangedora. Isto nem merece mais ser discutido. Adicionaram apenas uma bobagem de “RPG” no meio, que não passa de uma customizaçãozinha meia-boca das unidades. Aliás, essa modinha de ter RPG em tudo é algo no mínimo irritante (e untr00, mas isso é papo pra depois).

Agora a parte sacana. O tal do Starcraft 2: Wings of Liberty corresponde apenas à campanha dos Terrans, ou seja, um terço do jogo originalmente planejado. Claro que as outras duas partes serão lançadas depois e renderão muito dinheiro para a produtora. Além disso a versão brasileira do jogo, lançada a preço reduzido, só funciona por 6 meses. Depois deste período há a necessidade de pagar mensalidade para jogar mesmo a campanha de um jogador. Uma puta falta de sacanagem!!!

Concluindo, o jogo é ultrapassado em vários quesitos, bugado, nada inspirado, se escora na enorme quantidade de fan service que ele oferece e representa mais uma vitória da forma sobre o conteúdo. É um jogo que cristaliza a essência do capitalismo como poucos produtos de entretenimento atual e que faz troça, mesmo que inconscientemente, de todo o ideal marxista e da luta contra o fetichismo e a sociedade consumista, além de ter todos os elementos que levaram à derrocada dos videogames na era contemporânea. Apesar disso, o jogo diverte bastante e cumpre seu papel como peça de entretenimento interativo.

Nota 9

Avaliação: Untr00